INTRODUÇÃO:
Este trabalho tem como objetivo dar noções básicas sobre as novas tecnologias aplicadas à panificação, principalmente no que se refere ao emprego do frio.
O Ponto Quente: O Ponto Quente marca uma revolução na panificação tradicional, pois associa as vantagens da produção em escala industrial às exigências do consumidor moderno: "um pão acabado de sair do forno, quente, cheiroso e crocante".
As causas desta revolução:
Vantagens do Ponto Quente
Técnicas de trabalho com o Ponto Quente
Evolução das Técnicas de Produção Industrial de Pão Francês
1) A Técnica Tradicional que subsiste, mas que regride
2) A Técnica do Transporte da Massa em Estado de Fermentação
3) A Técnica da Massa Congelada
Que inclui três grupos:
4) A Técnica do Pão Pré-Cozido que se divide igualmente em dois grupos:
A seguir, esclarecemos cada uma dessas técnicas. Nossa proposta não é de fazer um desenvolvimento técnico detalhado de cada método, mas simplesmente de ressaltar alguns pontos críticos e de mostrar as vantagens e desvantagens particulares; logo após, vamos ressaltar três aspectos técnicos importantes para uma panificação de sucesso:
O Controle da Água, o Controle da Fermentação e o Congelamento Rápido.
1 - Panificação Tradicional
Esta técnica é o ponto de partida da evolução que nos interessa. Ela é a origem do questionamento dos grandes e médios supermercados sobre o conceito do fornecimento industrial do pão cozido.
Após ter tido seus belos dias na panificação industrial, esta técnica foi desacreditada e boicotada; é claro que ela subsiste, mas está perdendo campo. Entretanto, ela se mantém nos seguintes setores:
2 - O Transporte da Massa em Estado de Fermentação
Esta técnica surgiu com o Sr. Krabanski, panificador industrial em Dunquerque. Mesmo que ela seja aplicada somente em curto raio de ação, representa um bom compromisso frente ao "pré-cozido" e ao "pão congelado". O investimento de material se limita a armários móveis de fermentação, facilmente transportáveis.
Se o terminal de cozimento não está equipado de câmara de fermentação controlada para reduzir e, se necessário, impedir a fermentação dos pães para cozimento em várias vezes, o industrial se vê, então, obrigado a fazer a entrega duas vezes ao dia.
O perfeito controle desta técnica está na medida justa na dose de fermentação combinando com:
A variação na dose de fermento e da temperatura de fermentação deve permitir ao profissional modular à vontade o tempo de fermentação, para programar diferentes horários de crescimento durante o dia. Parece que esta técnica é utilizada como complemento e em paralelo a outras técnicas.
Características: Resumo
3.1 - "A família de massas crescidas congeladas"
Esta técnica de massas crescidas congeladas é ainda pouco praticada, pois permanece muito delicada e mal controlada.
Notamos, entretanto, uma demanda crescente para estes produtos, em função da facilidade e rapidez operacional, com relação ao terminal de cozimento.
De fato, este procedimento, que se distingue por uma fermentação parcial antes do congelamento, permite introduzir os produtos diretamente no forno, sem respeitar previamente as etapas de descongelamento e de fermentação.
Entretanto, existem dois grandes inconvenientes:
Características: Resumo
3.2 - A família das massas congeladas não crescidas (cru congelado)
Esta técnica progride de modo espetacular. Para permanecer competitivo neste mercado, onde a concorrência é extremamente viva, e também para preservar sua rentabilidade, o industrial deve diminuir seus custos de produção. Assim, nesses últimos anos, pode-se assistir a um aumento considerável na produtividade.
Por essa razão, investimentos importantes foram comprometidos para a elaboração de linhas de produção "mono-produto", bastante automatizadas, atingindo até 15.000 pães por hora. A automatização total destas linhas foi possível graças a algumas inovações técnicas importantes, como:
As restrições de produção exigem sempre bastante rigor e profissionalismo na escolha das matérias primas e no processo de fabricação e congelamento.
Entretanto, a rede é muito longa entre "a masseira" e o "forno" do terminal de cozimento. O industrial não controla todos os elos e, particularmente, o último e mais delicado que é o da reposição operacional dos produtos; quer dizer o descongelamento, a fermentação e cozimento dos pães congelados.
A coordenação deve ser particularmente rigorosa entre a produção, o transporte e os "Pontos Quentes", garantido por diferentes intervenções para evitar qualquer quebra da cadeia do frio. Deve-se ressaltar igualmente uma qualificação profissional insuficiente ao nível dos terminais de cozimento, que nem sempre permite a obtenção de uma ótima qualidade do pão.
Observamos também neste mercado a redução do tempo de conservação dos pães congelados, tanto nos fabricantes quanto nos utilizadores, para reduzir os riscos de envelhecimento prematuro e melhorar a regularidade do produto acabado.
Todavia, isso obriga o industrial a aumentar a frequência de suas entregas, o que é um pouco paradoxal para produtos congelados.
A última observação sobre esta técnica refere-se ao tempo, e ao conceito de reposição operacional dos produtos. Os utilizadores consideram que o tempo de 3 a 4 horas é ainda longo demais, e que o conceito é excessivamente complexo e muito aleatório. De fato, eles desejam um procedimento de reposição operacional mais simples e mais rápido. Poderíamos acrescentar o que pede a menor qualificação profissional.
Características: Resumo
3.3 - Técnica do cru congelado pronto para assar
Características:
4.1 - O pré-cozido fresco: (não congelado)
" Não congelado" com vida curta de no máximo 48 horas .
Características: Resumo
4.2 - O pré-cozido congelado
Com vida longa de até "vários meses". Este método está em leve progressão.
A tecnologia do pão pré-cozido é intermediária a do pão tradicional, da qual ela utiliza as primeiras etapas, e a do pão cru, da qual ela utiliza as fases de estoque e de descongelamento. A fase propícia a esta técnica é o pré-cozimento que consiste em obter o produto semi-acabado de estrutura suficientemente rígida, sem tomada de coloração.
A vantagem incontestável desta técnica de cozimento diferido está no fato de que a reposição operacional final é bem curta, 20 minutos no máximo, contra 4 horas aproximadamente para o "cru", e sem que isto necessite de uma mão-de-obra qualificada. Entretanto, um grande inconveniente existe em relação ao volume dos produtos de 5 a 6 vezes superior ao dos pães crus congelados, o que acarreta custos de transporte e estoque elevados.
Características: Resumo
Produto acabado com volume menor e miolo bastante denso.
Copyright © 2006 - 2012 | Klimaquip - Tecnologia do Frio. Todos os Direiros Reservados
Planejamento e Criação: Arquet | Tecnologia: Hardeman-IT